sábado, 16 de março de 2013

OS PRIMEIROS RESULTADOS DE UMA NOVA ERA

Diante de questões cíclicas e estruturais a economia global deverá se expandir nos próximos anos a ritmo mais
lento do que o registrado na primeira década do século XXI. Ao mesmo tempo, o grau de competição nos
mercados globais de minérios e metais se elevou tendo em vista a resposta da oferta aos incentivos concedidos
pelos preços. Tais mudanças recomendam o foco na eficiência do capital em lugar de simplesmente voltarmos
nossas atenções para o crescimento com diversificação por geologia e geografia.
Tal posicionamento possui amplas implicações na forma de gerir o capital dos acionistas.
Em primeiro lugar, nossa prioridade se concentra em ativos de classe mundial, com grandes reservas, alta
qualidade, baixo custo operacional e capacidade de expansão.
A diversificação deixa de ser um objetivo em si mesmo. Vamos desenvolver nossosprojetos de minério de ferro,
que são baseados nas melhores e maiores reservas do mundo, e, em outros segmentos da indústria, somente
aqueles que apresentem alto potencial de geração de retornos muito acima do nosso custo de capital, como é
o caso de Moatize.
Nesse contexto se fez obrigatório o desinvestimento de ativos considerados não prioritários, cujo objetivo é
melhorar a alocação de capital, gerando fundos para financiar o desenvolvimento de ativos de classe mundial e
permitindo maior concentração das atenções no que é realmente importante para a criação de valor para os
acionistas. Em 2012, a venda de ativos chegou a US$ 1,5 bilhão.
A manutenção de ratings de crédito de grau elevado continua a ser uma prioridade estratégica e para isso é
muito importante a preservação de estrutura de capital com baixa alavancagem, e perfil de dívida de baixo
risco, com custo médio baixo e longo prazo médio para vencimento da dívida.
O ano de 2012 apresentou sérios desafios para a economia global, que num contexto permeado por incertezas
cresceu pelo segundo ano consecutivo à uma taxa abaixo de seu potencial de expansão no longo prazo. Uma
das implicações desse ambiente macroeconômico foi o declínio generalizado dos preços de minérios e metais,
com a exceção do ouro, cujas cotações têm comportamento influenciado por diferentes variáveis. Os preços do
minério de ferro tornaram-se muito mais voláteis, principalmente com forte oscilação de baixa no terceiro
trimestre do ano.
Nesse contexto adverso nosso desempenho financeiro foi consideravelmente afetado. Excluindo-se os efeitos
de itens não recorrentes e que não tem impacto sobre o caixa da empresa, o EBITDA foi de R$ 37,435 bilhões,
com redução de 33,5%, porém se constituindo no terceiro maior da história da Vale. Da mesma forma, o lucro
líquido, computado segundo o mesmo critério, foi de R$ 22,182 bilhões contra R$ 39,169 bilhões em 2011. Vale
a pena salientar que a performance financeira da Vale em 2011 foi a melhor desde sua fundação em 1942.
Distribuímos US$ 6,0 bilhões aos nossos acionistas sob a forma de dividendos e juros sobre capital próprio, no
que se constituiu a segunda maior distribuição da história da Vale e também a maior entre as companhias de
mineração no mundo em 2012. Em conformidade com nossa política, a companhia anunciou em janeiro
proposta da Diretoria Executiva ao Conselho de Administração de remuneração mínima ao acionista de US$ 4,0
bilhões em 2013, ainda um valor bastante expressivo.
Mesmo diante da redução do fluxo de caixa, além da distribuição aos acionistas financiamos US$ 17,7 bilhões
de despesas de capital e pesquisa e desenvolvimento (P&D), ao mesmo tempo em que mantivemos um balanço
sólido, com indicadores financeiros consistentes com o rating de crédito nível A.
O ramp-upde Moatize, Omã I& II e Bayóvar foi responsável por recordes de produção de carvão, pelotas e rocha
fosfática. A produção de minério de ferro no quarto trimestre do ano foi a maior para um quarto trimestre, 2
Relatório da
Administração
contribuindo para ampliar a exposição à forte recuperação de preços que ocorre desde meados de setembro de
2012.
Os embarques de minério de ferro e pelotas bateram recorde, alcançando 303,4 milhões de toneladas métricas
(Mt). Simultaneamente, nossa estratégia de marketing, que tem como um de seus fundamentos a utilização de
uma rede de distribuição global, está concorrendo para aumentar a captura de valor através de preços de
venda mais elevados.
Houve imenso progresso na obtenção de licenças, com a emissão de mais de 100. Isso é extremamente
relevante para a continuidade em bases normais de nossas operações no Brasil e para a execução de projetos,
como Carajás Serra Sul S11D. As licenças ambientais viabilizarão a expansão da produção e exportações de
minério de ferro da Vale a custos mais baixos e teores mais elevados, criando mais valor e fortalecendo sua
indiscutível liderança no mercado global.
S11D, cuja licença ambiental prévia foi concedida em junho de 2012, é a maior alavanca de crescimento de
nossa produção de minério de ferro. Sua capacidade nominal de produção será de 90 Mtpa, com custo
extremamente baixo e entrada em operação prevista para o segundo semestre de 2016.
Ao mesmo tempo, temos resolvido gradualmente algumas pendências fiscais, passo importante na medida em
que diminui incertezas e proporciona voltar o foco das atenções para a administração dos negócios da
companhia.
Dois novos projetos de cobre começaram a operar em 2012: Salobo e Lubambe.
Salobo, em Carajás, operação de cobre com ouro, é um ativo de classe mundial, com custo operacional situado
no primeiro quartil da curva de custos da indústria. Compreende duas plantas, Salobo I e Salobo II, cada uma
com capacidade para processar 12 Mtpa de run-of-mine, com capacidade nominal de 200.000 tpa de cobre em
concentrado e cerca de 320.000 onças de ouro por ano. Salobo I começou a operar em outubro de 2012, e
Salobo II, atualmente em construção, está previsto para o primeiro semestre de 2014.
Lubambe, desenvolvido através de uma joint venture, é a nossa primeira mina de cobre no coração do rico
cinturão de cobre africano, na Zâmbia, atualmente a área no mundo com maior potencial de expansão da
produção de cobre. É mina subterrânea, com capacidade de produzir 45.000 tpa de cobre em concentrado.
VNC, nosso projeto de níquel e cobalto na Nova Caledônia, está operando desde o quarto trimestre de 2012 e
tem dado provas de ser tecnicamente viável. A operação da segunda linha teve inicio em fevereiro em 2013 e
dentro de aproximadamente um mês teremos condições de avaliar sua viabilidade econômica.
A transação envolvendo a venda de 25% dos fluxos de produção de ouro, como subproduto, pela extensão da
vida da mina do Salobo e de Sudbury pelos próximos 20 anos gerará receita de US$ 1,9 bilhão em dinheiro nas
próximas semanas. Adicionalmente, receberemos warrants emitidos por nossa contraparte na transação
valorizados a US$ 100 milhões e US$ 400 por onça de ouro efetivamente entregue. Isto revela parte substancial
do valor de nossos ativos de metais básicos, porém ainda não precificado em nossas ações, e demonstra nosso
compromisso firme e capacidade de maximizar valor para o acionista de forma sustentável.
A disciplina na alocação do capital, fator chave no processo de criação de valor, se refletiu no corte dos gastos
com P&D: 12% relativamente a 2011 e de 35% contra o que havia sido orçado para 2012. Estamos orientando
as iniciativas de P&D para o investimento em oportunidades com potencial efetivo de remunerar de forma
expressiva os recursos alocados. No futuro teremos uma carteira de projetos menor, com elevados retornos
esperados, aproveitando a riqueza de nossos recursos minerais de alta qualidade e empregando a moderna
tecnologia como instrumento para a maximização de valor.
A inovação tecnológica está se mostrando cada vez mais importante para a competitividade na indústria de
mineração.
O projeto CORe foi implementado nas operações de Sudbury, no Canadá, compreendendo um processo de
produção mais simples, com custos mais baixos e maior recuperação de metal. 3
Relatório da
Administração
Neste ano, Long Harbour, no Canadá, iniciará operações, contendo novo conceito tecnológico para a produção
de níquel. Trata-se de planta integrada, com fundição e refino de níquel, o que implica em custo mais baixo,
maior eficiência e eliminação da emissão de SO2 e particulados.
O emprego da mineração sem caminhões no projeto Serra Sul S11D se constitui em outro salto tecnológico,
que concilia a redução de custos com a promoção da sustentabilidade.
Ao lado de maior eficiência na administração do capital de giro, estamos buscando a redução em bases
permanentes da estrutura de custos que viabilize a geração de valor ao longo dos ciclos.
Diversas medidas foram adotadas para minimizar a necessidade de capital de giro, com objetivo de liberar mais
recursos para financiar a execução de projetos e aumentar a eficiência da gestão de capital.
Iniciativas para reduzir a estrutura de custos de forma permanente estão sendo perseguidas ativamente, mas
será necessário algum tempo para que se observem mudanças materiais. Acreditamos firmemente que
estamos no caminho certo e alguns avanços já podem ser vistos como no comportamento de materiais e
serviços contratados, dois itens importantes do custo, que caíram R$ 455 milhões no 4T12 em relação ao
trimestre anterior.
Na Vale, a paixão pelas pessoas vem em primeiro lugar. Saúde e segurança são prioridades absolutas, assim
como a sustentabilidade e o apoio às comunidades onde operamos. A frequência de acidentes continua
seguindo tendência decrescente, mas continuaremos a buscar um ambiente cada vez mais seguro para os
nossos empregados. Em 2012, investimos US$ 1,0 bilhão em proteção e conservação ambiental e US$ 318
milhões em programas sociais destinados a melhorar a qualidade de vida e a criar oportunidades de
mobilidade social e econômica.
O DESEMPENHO FINANCEIRO EM 2012
A receita operacional da Vale alcançou R$ 90,953 bilhões, sendo 10,0% inferior ao recorde histórico obtido em
2011, porém foi a segunda maior da história da Vale.
Registramos recordes de embarques de minério de ferro e pelotas, que alcançaram 303,697 Mt, e de carvão, de
7,998 Mt, sendo 4,864 Mt de carvão metalúrgico e 3,134 Mt de carvão térmico.
As vendas de bulk materials – minério de ferro, pelotas, minério de manganês, ferro ligas, carvão metalúrgico e
térmico – representaram 71,8% da receita operacional total em 2012, parcela inferior aos 74,4% de 2011. A
participação de metais básicos na receita total diminuiu ligeiramente, passando de 16,0% para 15,3% em 2012.
A receita com as vendas de fertilizantes representaram 8,2% do total, participação mais elevada do que os 5,9%
do ano anterior. Os serviços de logística contribuíram com 3,5% e outros produtos com 1,2%.
As vendas para a Ásia atingiram 53,1% de nossas receitas operacionais, com a China isoladamente
representando 32,5% da receita total. A parcela das vendas para as Américas foi 26,3%, levemente superior aos
25,1% do ano anterior, enquanto a da Europa continuou em queda com 17,5% em 2012.
O lucro operacional, medido pelo EBIT, excluindo efeitos não recorrentes, foi de R$ 28,106 bilhões,
apresentando contração de 41,4% em relação ao nível recorde de 2011, de R$ 47,925 bilhões. A margem
operacional foi de 31,6%contra 48,5% no ano anterior.
O EBITDA, excluindo efeitos de itens não recorrentes e sem impacto sobre a caixa da empresa, foi de R$ 37,435
bilhões, e o lucro líquido computado sem a influência de tais efeitos atingiu R$ 22,182 bilhões.
Com a inclusão dos efeitos mencionados, o lucro líquido da Vale é de R$ 9,734 bilhões. Os efeitos considerados
são: (a) impairment de ativos, - R$ 8,211 bilhões; (b) perdas contábeis em vendas de ativos, - R$ 1,036 bilhão; (c)
imposto de renda diferido de impairments, + R$ 3,319 bilhões; (d) reversão de imposto de renda diferido, + R$
2,533 bilhões; (e) impairment de investimentos, - R$ 4,002 bilhões; (f) marcação a mercado de debêntures
participativas, -R$ 907 milhões; (g) perdas cambiais e monetárias, - R$ 4,144bilhões.4
Relatório da
Administração
Da mesma forma, o EBITDA de R$ 37,435 bilhões, atinge R$ 27,087 bilhões, após a contabilização de impairment
de ativos, - R$ 8,211 bilhões, perdas contábeis nas vendas de ativos, - R$ 1,036 bilhão, e da provisão para
pagamento de compensação financeira pela exploração de recursos minerais (CFEM), -R$ 1,100 bilhão.
Os impairments de ativos e investimentos, totalizando R$ 12,213 bilhões, já foram muito provavelmente
precificados pelos mercados nos preços das ações da Vale, reduzindo o valor de sua capitalização de mercado.
Constitui-se no reconhecimento em nossos livros contábeis do que já foi realizado pelo mercado de capitais.
Tratam-se, portanto, de eventos passados, que não afetam nossa performance no futuro.

Dow parou de subir

O Ibovespa terminou o último pregão da semana em baixa, seguindo as principais bolsas norte-americanas que fecharam no negativo, dando fim a uma seqüência de 10 pregões consecutivos de alta, o que não era visto desde 1996. Os dados da confiança do consumidor nos EUA abaixo das expectativas pesaram e se sobrepuseram sobre os indicadores de atividade que vieram acima do consenso do mercado.

Nos EUA, o índice de confiança da Universidade de Michigan ficou em 79,6 em março, acima da leitura de 79,2 de fevereiro e do esperado de 79,3. A produção industrial norte-americana aumentou 0,7% em fevereiro, acima da variação nula de janeiro e do esperado de +0,4%.

Por aqui, o índice de atividade econômica do Bacen (IBC-Br) subiu 1,29% em janeiro, acima da variação negativa de 0,45% de dezembro e do consenso do mercado de alta de 0,85%. Na comparação anual, o mesmo avançou 3,84% em janeiro, acima dos -0,40% de dezembro e abaixo
das expectativas de alta de 4,46%. O indicador é visto pelo mercado como uma prévia do PIB.

No último dado disponível, a Bovespa teve entrada de capital externo de R$ 119,111 milhões no dia 13, acumulando saldo de 8,016 bilhões no ano.

Os principais índices acionários europeus tiveram queda, influenciados pelos dados mistos nos EUA. O índice de preços ao consumidor da zona do euro teve alta de 0,4% em fevereiro, acima dos -1,0% de janeiro, ficando em linha com o esperado. O CAC, o DAX e o FTSE variaram -0,71%,
-0,19% e -0,61%, respectivamente no dia e +0,10%, +0,71% e +0,09% na semana.

As bolsas asiáticas subiram, refletindo as altas das bolsas ocidentais de ontem, após os dados do mercado de trabalho norte-americano surpreenderem positivamente os analistas. O Nikkei avançou 1,45%, atingindo a máxima em quatro anos e meio com expectativas de novos estímulos monetários, após a aprovação de Haruhiko Kuroda como novo presidente do BoJ. O Shanghai Composite subiu 0,36%, com os investidores buscando por barganhas. Na semana, os índices subiram 2,26% e -1,73%.bbi,joanria,bcb

quinta-feira, 14 de março de 2013

Agora é um bom momento para ter segundos pensamentos sobre a venda da libra esterlina.
A libra tem sido martelada desde o início do ano.
Os temores de uma recessão triple-dip, as expectativas de mais afrouxamento quantitativo do Banco de Inglaterra, a perda de triplo A do Reino Unido de classificação de crédito e um declínio no status da libra refúgio seguro têm desempenhado o seu papel em empurrar esterlina caiu quase 10 % em relação ao dólar.
No esterlina vezes não só foi ferido por problemas próprios do Reino Unido, que também sofreu por causa da proximidade do país para as tribulações sem fim da zona do euro.
Outro lembrete dos problemas que o Reino Unido enfrenta vieram na terça-feira com a divulgação de dados que mostram que a produção industrial caiu 1,2% em janeiro a partir de dezembro. Isso foi muito pior do que o pequeno aumento de 0,1% que se esperava e deixou esterlina arremessado para baixo a uma nova baixa desde junho de 2010.
Ao mesmo tempo, há boas razões para esperar que a libra pode estar chegando ao final desta tendência descendente.
Uma queda feia 1,5% na produção de janeiro de fabricação foi compensada por um aumento de 1,5% na produção de dezembro.
Além disso, outras áreas da economia do Reino Unido pode ter começado a pegar desde então, aumentando as esperanças de que o Reino Unido vai evitar a recessão triple-dip que o medo tantos.
Pegue os preços das casas, em sua maior parte, os preços ainda estão estagnados, mas pesquisas sugerem otimismo é crescente, especialmente desde Financiamento do governo para o esquema de empréstimo, que oferece bancos com financiamento barato, parece estar finalmente escorrendo ao nível do solo.
Em sua mais recente pesquisa sobre a economia do Reino Unido, James Knightley do ING Financial Markets apontou a comentários recentes de Pete Redfern, executivo-chefe da Taylor Wimpey, um dos maiores construtores do Reino Unido casa.
"Não há dúvida de que o mercado é melhor, as hipotecas estão mais disponíveis, eles são geralmente mais acessíveis. A disponibilidade de hipotecas de 95% e os preços deles está melhorando. Os clientes estão mais otimistas ", disse Redfern disse.
Rightmove também aponta para mais actividade do mercado imobiliário, relatando que pesquisas de propriedade on-line em seu site aumentou 20% em relação ao ano de bater um recorde de todos os tempos, em janeiro.
Dada a estreita correlação do mercado imobiliário do Reino Unido para a confiança do consumidor, isso deve augura nada de bom para uma recuperação.
"A retomada da atividade do mercado de habitação em geral tende a levar a atividade de vendas de varejo e serviços associados, incluindo trabalhos de construção. Como tal, no meio da escuridão em torno da economia do Reino Unido, há pedaços de notícias positivas, "Mr. Knightley do ING disse.
Qualquer sugestão de que essas melhorias vão continuar a ter um impacto positivo sobre a libra-ambos do Reino Unido, as políticas monetária e fiscal.
No caso da política monetária, as expectativas atuais de mais afrouxamento quantitativo pelo Banco da Inglaterra pode começar a diminuir. Como Citibank argumenta em sua nota diária a clientes, "Parece que o Banco da Inglaterra ainda está indeciso sobre a necessidade de QE mais."
O banco é pouco provável que correr em outro programa de compras de ativos se espera que a economia começar a pegar por conta própria.
De igual importância para a libra é o orçamento da próxima semana.
Embora Tesouro chefe George Osborne insistiu que ele não vai se afastar de disciplina fiscal, as chances são de que a realidade política de uma eleição em 2015 vai obrigá-lo a fornecer pelo menos algum estímulo para o crescimento.
Citibank calcula que atrasar um pouco da austeridade fiscal anteriormente prevista para este ano e no próximo pode contribuir tanto de 2% do produto interno bruto ao longo de dois anos.
Dado que a libra esterlina já caiu acentuadamente este ano, as chances são de que os exportadores do Reino Unido acabará por começar a beneficiar também, acrescentando a esperança de que tanto a demanda nacional e de exportação está começando a subir.
Para a libra esterlina, isto só pode ser uma boa notícia, pondo fim à sua merecida reputação como um dos piores a realização das principais moedas até agora este ano.

Mina de potássio Argentina e a Vale

O Ibovespa terminou a quarta-feira em baixa, na contramão das principais bolsas norte-americanas, que fecharam em alta, com o Dow Jones renovando mais uma vez a máxima histórica e subindo pelo nono dia consecutivo, pela primeira vez desde 1996. O índice S&P 500 também se aproxima do topo histórico de 1.576 pts, alcançado em outubro de 2007, operando a menos de 1% abaixo do mesmo.

Foram divulgados nos EUA as vendas no varejo, que aumentaram 1,1% em fevereiro, de acordo com dados do Departamento de Comércio, após alta de 0,2% em janeiro, ficando acima das expectativas do mercado. Excluindo automóveis, as vendas aumentaram 1,0% no mês passado, acima dos +0,4% de janeiro e do consenso de +0,5%. Já os estoques das empresas subiram 1% em janeiro, o maior ganho em mais de 18 meses, acima da alta de 0,3% de dezembro e do esperado de +0,5%.

No último dado disponível, a Bovespa teve entrada de capital externo de R$ 98,018 milhões no dia 11, acumulando saldo de R$ 7,873 bilhões no ano. As bolsas européias fecharam com sinais mistos, com os agentes divididos entre os dados favoráveis nos EUA e com o aumento das preocupações com a Itália, após o resultado abaixo do esperado do leilão de títulos hoje, o primeiro desde o rebaixamento da nota de crédito soberano pela agência de classificação de risco Fitch, que rebaixou o rating da Itália de A- para BBB+, com perspectiva negativa,
citando a falta de uma aliança majoritária no Parlamento após as eleições recentes. A Itália vendeu € 6,993 bilhões em títulos, sendo € 3,323 bilhões com vencimento em 2015 e yield médio de 2,48% (2,30% no leilão anterior); € 1,028 bilhão com vencimento em 2017 e yield médio de 2,95% (2,55% no leilão anterior); € 642 milhões com vencimento
em 2018 e yield médio de 3,03% (7,42% no leilão anterior) e
€ 2 bilhões com vencimento em 2028 e yield médio de 4,90%. No mercado secundário, os títulos soberanos de 10 anos continuam sendo negociados próximos dos 4,7%. O CAC, o DAX e o FTSE variaram -0,10%, +0,06% e -0,45%, respectivamente.

Os principais índices acionários asiáticos terminaram o dia em baixa, com os investidores preocupados com uma possível realização mais forte nos mercados após as recentes altas. No Japão, o Nikkei caiu 0,61% e o yen interrompeu a tendencia de baixa. O Shanghai Composite caiu novamente (-0,99%), com os agentes aguardando a divulgação dos dados do investimento estrangeiro direto no país hoje à noite.

As ações da Vale, entre as mais negociadas do índice, têm forte queda, repercutindo a notícia de que o governo da Argentina sinaliza que poderá expropriar ativos da mineradora no país. Os papéis ordinários (ON, com voto) perdiam 2,59% e os preferenciais série A (PNA, sem voto) caíam 2,42%.

Segundo reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico, o ministro do Planejamento argentino, Julio de Vido, afirmou hoje que “a segurança jurídica é um caminho de duas vias”, ao comentar sobre a possibilidade de cassar a concessão para a mineradora Vale para a exploração de potássio na província de Mendoza.

O ministro afirma que a Vale está descumprindo o contrato de concessão. “Os ativos que a Vale possui na Argentina são as reservas de potássio, contanto que as explore”, afirmou. E acrescentou que a empresa violou as leis da Argentina. “Se eu fosse investidor da Vale, estaria preocupado”, afirmou. jornais,bcb,bbi

Futuros em Wall Street e bolsas da Europa avançam

Neste momento o Ibovespa apresenta possibilidade maior de abrir em alta, pois os futuros americanos e as principais bolsas da Europa operam em campo positivo. Os investidores acompanham a reunião de cúpula dos chefes de Estado e de governo da União Europeia, que inicia hoje em Bruxelas, e também a reunião do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, com a chanceler alemã, Angela Merkel.

No Brasil, os negócios podem ser influenciados também pela ata da última reunião do Copom, divulgada agora há pouco. O documento, que repetiu a avaliação apresentada no comunicado posterior à reunião, informa que: “o Copom irá acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária”.

No último dado disponível, dia 11, teve entrada de capital externo de R$ 98 milhões, acumulando saldo de R$ 7,9 bilhões no ano.

A bolsa de Xangai fechou o último pregão em alta de 0,28% (2.270 pts), após cinco sessões seguidas em baixa devido aos receios sobre o crescimento econômico da China.bbi,jornais,bcb