terça-feira, 26 de março de 2013

MPX (MPXE3)

A MPX (BOV:MPXE3) comunicou nesta segunda-feira (25) que a terceira turbina da Usina Termelétrica Parnaíba I (MA) realizou no dia 16 de março a primeira sincronização ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
No dia 22 de março a turbina atingiu sua capacidade nominal, 169 MegaWatts, e está operando em teste desde então.
Fruto da parceira 70/30 entre a MPX (70%) e a Petra Energia (30%), a UTE Paranaíba I possui quatro turbinas à gás, somando uma capacidade instalada de 676 MW.
No momento, duas turbinas já estão gerando a capacidade plena. Com a ativação da terceira turbina, a usina alcançou um potencial nominal de 507 MW, consumindo o equivalente a 3,3 milhões de m³ de gás natural por dia.
A empresa coligada, OGX Maranhão, é a fornecedora de gás natural para a UTE Paranaíba I.

CESP (CESP6)

A Companhia Energética de São Paulo, a Cesp (BOV:CESP6), apresentou lucro líquido de R$147,9 milhões em 2012, um aumento de 36,3% comparado ao ano anterior.
A receita operacional líquida foi de R$3,354 bilhões, representando uma alta de 13,4% no mesmo período de comparação.
O Ebitda também cresceu, totalizando R$1,730 bilhão no ano passado, um avanço de 1,7% comparado a 2011.
Durante o quarto trimestre de 2012, porém, o lucro líquido da empresa registrou um prejuízo de R$296,6 milhões, contrapondo o lucro de R$73,5 milhões obtido nos últimos três meses do ano anterior.
No mesmo intervalo de comparação, a receita líquida da Cesp subiu 1,2%, para R$ 805,1 milhões no 4T12. O Ebitda foi de R$ 47,1 milhões, uma queda de 90,1%.
De acordo com a empresa, o aumento de 88,4% nas despesas operacionais entre outubro e dezembro de 2012, que chegaram a R$885 milhões, influenciaram no resultado final do trimestre.

sábado, 23 de março de 2013

Caso Laep (MILK11)

“Este é sem dúvida o caso mais aviltante que já ocorreu na história do mercado de capitais brasileiro e quiçá mundial. Uma absoluta afronta e um total desrespeito não só com os investidores, mas com todos os poderes constituídos no país”, afirmaram a CVM ( Comissão de Valores Mobiliários) e o Ministério Público Federal (MPF) na petição responsável pelo bloqueio dos bens da Laep (BOV:MILK11) e de seu acionista controlador, Marcus Elias.
O desenrolar do processo movido contra a Laep pelo Ministério Público, que já levou ao cancelamento de uma operação de fusão com o grupo angolano Prosperity Overseas, procura esclarecer algumas atitudes tidas como de má fé tomadas pela empresa, como a emissão de ações em quantidades elevadas, que diluiu fortemente a participação de muitos acionistas, contrariando o princípio de que investidores têm prioridade na compra de novas ações lançadas no mercado. Os aumentos de capital, 12 entre 2002 e 2012, foram justificados como forma de levantar recursos para o pagamento de dívidas. O CVM e o MPF questionam a existência, de fato, dessas dívidas, ainda não comprovada pela MILK11.
A companhia enfrenta ainda, junto ao Bradesco, o BTG Pactual, a CVM e a BM&FBovespa, uma ação civil pública ajuizada pela Abrimec (Associação Brasileira dos Investidores em Mercado de Capitais). A ação é movida em prol dos cem acionistas mais lesados pela Laep, que reivindicam o ressarcimento de R$35 milhões oriundos dos aumentos de capital, e questiona o fato da sede ser localizada em Bermudas apesar de todos seus ativos residirem no Brasil, alegando que o objetivo da empreitada é o de burlar a lei brasileira. Os outros réus estão envolvidos no processo por darem aval à primeira emissão de BDRs (Brazilian Depositary Receipts) em 2007 (Bradesco e BTG Pactual) e pela falta de zelo para com as informações dadas ao investidor (Bolsa e CVM).

Eletrobras (ELET3)

Segundo noticiado pela Reuters, a distribuidora de energia elétrica Eletrobras (BOV:ELET3), (Centrais Elétricas Brasileiras S.A.), desistiu da emissão do total de R$2 bilhões de debêntures.
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) havia registrado, em agosto do ano passado, um pedido por parte da empresa que visava a arrecadação de recursos que seriam utilizados de acordo com o programa de investimentos da empresa.
O governo federal, controlador da companhia, está avaliando no momento o plano de reestruturação a ser aplicado na Eletrobras, que busca se adaptar ao novo cenário após a renovação das concessões. Entre as medidas a serem tomadas, está previsto o corte de custos e a venda de ativos de distribuição.

Brasil e China assinarão acordo de troca de moedas

Brasil e China intensificaram suas relações diplomáticas e devem em breve assinar um acordo de troca de moedas, conforme afirmou nessa sexta-feira o porta-voz do ministério do Exterior chinês, Hong Lei. Em junho do ano passado, os países assinaram um memorando de entendimento em que ambos já demonstravam interesse na criação de mecanismos de troca de moedas nacionais, com o objetivo de proteger seu fluxo comercial das flutuações de moedas estrangeiras.
O valor da troca que deve ocorrer ainda essa semana durante o encontro do BRICS em Durban, na África do Sul, ficou estabelecido em 190 bilhões de yuans, equivalente a R$60 bilhões. Hong Lei afirmou ainda que a transação deverá, além de colaborar com o comércio entre as nações, alavancar a cooperação bilateral e salvaguardar a estabilidade financeira.
Também no encontro de Durban deverá ser discutida a criação do Banco do BRICS, conforme assegurou Serguei Ryabkov, vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia. Ele afirma que, perante as consequências da crise financeira mundial e das perturbações na zona do euro, a decisão sobre a formação do Banco BRICS influenciará positivamente nos mercados, dando tanto efeito político, como psicológico. “Já aproximamo-nos da decisão oficial sobre a formação do Banco. Gostaríamos que o Banco contribuísse para a circulação de capital estrangeiro, a concessão de créditos e a abertura de organizações financeiras em primeiro lugar nos países do BRICS”, declarou.